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A mostrar mensagens de junho, 2018

O AMULETO DA SORTE

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Nem a ferradura, qual símbolo de proteção divina, que traz cravada a ré a defendeu da triste sina da morte lenta e agonienta, nos braços aquáticos do seu amor. Amor que foi a razão do seu nascimento, sua vida enquanto barca que sulcava vaidosa as águas douradas do Rio Douro. Que carregou no seu bojo famílias inteiras, de uma para outra margem. Seus sonhos embalou na suave correnteza do rio, em noites de Lua Cheia. Caregou miríades de objectos, cousas e lousas, animais porcos e tais, galinhas e muito mais. Do Porto também carregou pipas do doce mosto, do vizinho de Mesao Frio, para a feira e festa no mosteiro de Calquere. Ahhh...o Toino, miúdo traquina filho do meu mestre, foi gerado aqui no fundo do chão. Foi em noite escura, como convinha, as estrelas tinham .se apagado e a Lua discreta foi se esconder atrás daquela montanha, lá ao fundo, para as bandas da Régua. Ouvi dizer a mãe em conversa com a vizinha, em viagem para a outra margem. Na exuberante paisagem verde que rode...