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A mostrar mensagens de janeiro, 2018

A CRONICA DA MONTANHA – PITOES DAS JUNIAS

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Por aqui, a manhã nasceu serena, embora de céu púmbleo, ou cor de chumbo, em que parece ameaçar chuva, mas não. Sente-se no ar uma serenidade e paz, vinda sabe-se de onde, talvez por ordem do Universo. Sensação gostosa que traz a fragrância doce e singela das pequeninas flores silvestres que mesmo em neste tempo, teimam em resistir aos primeiros frios que varrem as carvalheiras, já tenuemente pintadas e vestidas de roupagens outonais. Eles são são os amarelos, alaranjados, com toque aqui e ali de castanhos retorcidos pelo frio enregelante da madrugadas. Um odor inebriante que impregna o ar á volta de mim As vezes é tão bom ter o nosso pedaço de chão, com as "nossas" árvores em que até a Clarisse e Tenório, casal de passarinhos habitantes dos caminhos de Outono na montanha do Geres,   me espreitam, chilreiam nervosos pela intrusão com o rasgar do silencio, só amaciado pela brisa fria do Norte, que desce de lá das   fragas e Picos como o de Fonte Fria, Pico Nevosa...

DA JANELA DO MEU QUARTO

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Da janela do meu quarto, vejo a vida acontecer. No vai-vem das estações, suceder,   no virar, na esquina das horas. E quando o Sol sobe mais alto,   bem para lá, da linha dos solstícios, espreita a Lua de luz prateada, no teu doce sorriso, raiada. Vejo a chegada da andorinha da Primavera trinados de amor, a construir a vida. É, de novo, o mundo a girar. Doce calor, faz em cascata. desabrochar, a branca flor, nos braços da amendoeira,   De noiva vestida, branca neve do norte. Que te dá longo abraço, e deseja sorte. São pores-do-sol únicos; __ azuis intensos, bordados a ouro fino, __ doridos, magenta, que doi, até sofrer, __rosáceos céus, infinitos pecados. Brancas Luas, nuas de luz fria e crua Em quentes, noites escuras. O acender dos candeeiros da rua, ordeiramente perfilados,   como o das histórias, do soldadinho de chumbo. esventram a quietude silenciosa da noite. Da janela do meu quarto eu vejo o mundo rodar: Vejo, a minha amendoeira, acont...

DA VASTEZA DA MONTANHA

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   GERMIL (PNPG) A montanha é gigante, é profunda, é uma dádiva Ela é generosa, uma mãe que sabe acolher e aconchegar, quem em seus braços vem se deleitar, beber e colher da sua intemporal sabedoria e generosidade. A montanha é assim, só sabe dar. Em troca só espera que a respeitem e a amem, como ela nos ama a nós. __ Simples não é! Ela foi feita a semelhança do Mundo e do Universo. De tudo nos dá: . Alimenta e dá forças ao corpo físico que nos leva até ela. . Alimenta-nos a alma, pela magnificência e deslumbre das paisagens, cores e horizontes inimagináveis, que só julgamos existir em fição. . Nos induz serenidade, paz e positividade em nosso coração. Lá nos sentimos únicos, filhos amados e escolhidos do Universo, lá somos nós, dentro dos nossos caminhos, que ela a mãe natureza, serenamente nos abre e mostra. Ela dá O madeiro que crepita alegremente na lareira do humilde agricultor, para lhe retirar o frio, da agreste invernia de neblinas cerradas ...

PAI NOSSO

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         PAI NOSSO... "Pelo vale das sombras, no limbo da verdade, por veredas inclinadas, por profundos precipicios, por mares incognitos, florestas esconsas, todos caminhamos de volta a casa do Pai. Para chegar à luz infinita, que amacia a dureza que aplana a infinita rudeza das dilacerantes cicatrizes d'alma. Que das pesadas rugas, endireita a rugueza. Onde, nao tem mais lugar, dor, lágrimas de solidão, Um tempo mais terás, de amor, de coração, Ele nos dará sempre mais um tempo. Para expiarmos nossas culpas, tempo de aprendizado. Entretanto, eles estão esperando por nós" ___ Texto e imagem (Vereda de Luz) ...... byGeorgyPhoto´s (C)
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    NO FIM DOS TEMPOS Quem, conhece, quem ja desceu aquela encosta, quem ja bateu aquela milenar calçada xistosa e irregular, desde a aldeia vizinha Regoufe, que dista pouco mais de 4 kms de distância, sabe, sente, que atras do carvalho gigante que bordeja o regato de Palhais, segundo diz a lenda, reside um duende, senhor de poção magica que espalha previamente pela aldeia, quando sente ao longe os bater dos passos na calçada e o linguarejar dos caminhantes. Fala de novo a lenda que essa magia, leva o caminhante a sentir serenidade, paz e harmonia do seu espírito com o Universo. Chão mítico, que clama todos os anos pelo eterno caminhante da vida. Ali, onde o tempo é velho, que tempo não tem, a vida serena, sem sobressaltos, embalada pelo cantar suave das aguas que murmurejam vale abaixo, onde as andorinhas regressam todas as Primaveras aos beirais das casas para renovarem a promessa de vida. Assim é DRAVE. De novo eu respondi ao chamamento. Sei que algures no tempo fu...
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GEÓRGIAS "Suave é a noite, silêncios intemporais, rasgados pelo canto do noitibó, escorregam ponteiros, na brisa que agita os pinheiros do tempo da vida...vivida. Quente o afecto é, num vai-vem, de volta e ida, num doce balanceado quasi inaudível... sussurrado. Da melodia que sobe, inunda o coração,   num golpe de asa, a alma voa, em doce atracção. Que enche de magia, estas crepusculares horas vazias, em que amamos, demais, feito saudades, das nossas "Geórgias". __ Texto e imagem (Stairs to heaven) ..... byGeorgyPhoto´s (C)

DA IMENSIDÃO DAS AGUAS

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Vilarinho de Negrões, bem la no alto das terras dos Barrosões, que na sua pacata ruralidade aquática, para alem da peculiar beleza, pelo seu casario ainda relativamente preservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península – um pedacinho de terra poupado à subida das águas. Sempre beijada e amada pelas aguas da albufeira do Rabagão, nos enternece e sempre que lá vou, deixo lá um pouco do meu "olhar", e para completar, o olhar de paixão, também fic a um pouco do coração. Mas não vale a pena cortar asas à imaginação. Afinal, esta é também uma peculiar virtude das terras de Barroso: levar-nos para bem longe sem sairmos daqui tão perto. __  Texto e foto bYGeorgyPhoto´s .... (copy rights)

PRIMEIRO DO ANO

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No dia o1 de Janeiro do ano da graça de Deus de 2017, nasceu branco. Alvo como a neve, puro como o branco, ainda sem pecados e assim como convém, deve-se manter ao longo dos 364 restantes dias. Nunca se transformar no Inferno do nosso quotidiano, em que grassa as guerras, as mortes, como as crianças mulheres de Allepo, violência domestica, ódios, rancores e vinganças. Mal quereres, ressentimentos, inveja, omissões. Pecados santos e pecados profanos. Pecados,nossos, misérias e grandezas dos outros. Enfim que o Mundo tal como conhecemos, pois haverá outros, seja um Paraiso na Terra. NAMASTE __ Texto e fotos by GeorgyPhoto´s (C) @17 __ (copyrights)