NO FIM DOS TEMPOS

Quem, conhece, quem ja desceu aquela encosta, quem ja bateu aquela milenar calçada xistosa e irregular, desde a aldeia vizinha Regoufe, que dista pouco mais de 4 kms de distância, sabe, sente, que atras do carvalho gigante que bordeja o regato de Palhais, segundo diz a lenda, reside um duende, senhor de poção magica que espalha previamente pela aldeia, quando sente ao longe os bater dos passos na calçada e o linguarejar dos caminhantes.
Fala de novo a lenda que essa magia, leva o caminhante a sentir serenidade, paz e harmonia do seu espírito com o Universo.
Chão mítico, que clama todos os anos pelo eterno caminhante da vida.
Ali, onde o tempo é velho, que tempo não tem, a vida serena, sem sobressaltos, embalada pelo cantar suave das aguas que murmurejam vale abaixo, onde as andorinhas regressam todas as Primaveras aos beirais das casas para renovarem a promessa de vida.
Assim é DRAVE.
De novo eu respondi ao chamamento.
Sei que algures no tempo futuro, terei outra jornada... novo chamamento.
Com certeza que irei.
Há lugares que não podemos evitar.
Drave é um deles.


__ Texto e imagens byGeorgy@31.12.2016

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