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A mostrar mensagens de março, 2018

TODA A VEZ QUE DIZEMOS ADEUS

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TODA A VEZ QUE DIZEMOS ADEUS, Toda vez que dizemos adeus, eu morro um pouco, Toda vez que nos despedimos, choro um pouco. Por que os Deuses acima de mim, que devem conhecer, esta minha angustia, este sofrer, este lento morrer, Como é, que Eles, pensam tão pouco, em mim, Como Eles permitem que te vás embora, assim ? Quando estás perto de mim , há no ar cheiro a primavera, E posso ouvir uma cotovia em algum lugar, gorjear, sobre nós, começar a cantar, a nossa única canção de amor, e não há nenhuma canção de amor mais singela, Por mais estranha que a mudança, pareça de mais para menos, sempre que, toda vez que dizemos adeus. ___ Poema e imagem (Geres) ...... byGeorgyPhoto´s (copy rights)

LAGOS DE COVADONGA

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  Tem uma hora, que a gente fica assim melancólica, com nostalgia, com saudade de nada, com saudade de tudo, até daquela pequenina coisa que na hora, nem valorizou. Aí nos refugiamos na natureza, que nos abre os braços de par em par, sem qualquer duvida, sem qualquer pergunta, e nos deixa descansar no seu regaço, mesmo de branca e fria neve, que nos aquece por dentro. Bem logo, logo, vem a hora, regressa o dia, em que bem la pertinho, a gente vê a luz ao fundo do túnel. __ Tex to e imagens (Picos Europa/Lagos Covadonga) .... byGeorgy@ (copy rights)

SETE LAGOAS CABRIL GERÊS

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CRÓNICAS DA MONTANHA - XX "Que me perdoem os céticos, os mais descrentes e os mal-entendidos. Ele há coisas do diabo, coisas do além, que não tem explicação muito menos razoabilidade. Melhor não diria o nosso prosador mor Aquilino Ribeiro, são Terras do Demo, que assusta e afugenta o menos afoito.O mais cobarde recua, de olhos esbugalhados de tanta maravilha, de beleza estonteante, que quase cega. Aquelas paragens só podiam ser semeadas em sitio inóspito, inacessível ao mais comum dos mortais, para que nada fosse viciado, adulterado, na lei imutável da natureza que nada deve ser alterado artificialmente. Mas sim, seguindo o ciclo lunar milenar , o cumprir inalterável dos tempos, das estações que tudo alteram, que tudo constroem, que tudo mantém imutável. Dos caminhos estreitos apertados por enormes monstros de granito, quase a cerrar o passo, como titãs guardiãs da virgindade daquelas terras, vão bordejando precipícios causadores de vertiginosas vertigens, ao de...

Das Amendoeiras em S. Joao Pesqueira

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Pés ao caminho.  O dia recebeu nos assim com esta beleza do nascer do sol.  Tarefa árdua nos esperava na Caminhada da Amendoeira em Flor em pleno Douro Vinhateiro S Joao da Pesqueira, a Ferradosa. Um grupo excepcional a realçar o Eduardo o Rui e o Rogério  Foram 18:kms num sobe e desce vertiginoso dos socalcos do Douro, acompanhados pelo implacável Sol primaveril  A beleza da paisagem das noivas vestidas de branco, das arribas do rio Douro em Ferradosa, tudo fizeram esquecer. Valeu a pena!

PEREGRINO A PITÕES

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Quanto a nós, peregrinos de uma outra causa, em sintonia plena com o Universo, na busca da nossa incognita, comungados da paz e silêncio deste eterno isolamento da terra de Júnias, partimos, calçada acima, com destino à aldeia de Pitões e a um merecido repasto no altar do bom fumeiro Restaurante Dom Pedro Pitões e justo repouso na Albergaria CASA DO PRETO. Recordando as palavras de Frei Luís de Sousa que na sua Vida de Arcebispo de 1619 apregoavam com ironia: "Estas terras que chamam de Barroso têm um sítio tão intratável de serras e penedias, quase sempre cobertas de neve, de picos que se vão às nuvens, de brenhas tenebrosas, de vales profundíssimos e passos perigosos que mais parecem morada de feras que de homens capazes de razão e juízo" __ Texto e imagem (No bosque encantado /Pitões Júnias)

SÓ AS VEZES

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"As vezes é bom a gente se perder no meio do nada aqui algures... ali em nenhures. Como se o mundo terminasse ali. Na pontinha do sapato, no cadenciar do meu passo, que olhando a volta, do nada de nada, se dá conta. Nem alma...nem vê vivalma. A nao ser aquele piar da coruja da torre da igreja. Como diria o poeta, nem uma agulha bulia, na suave melancolia dos pinheiros do caminho. Tambem fui atrás da história. Da minha, da tua historia, da nossa historia. Onde ancestrais pedras, nos segredam lutas terriveis de antanho, e lendas de mouras encantadas. Em dia de neve e e de chuva, andei perdido em busca do Universo." __ Texto e imagens ( Castelo da Furna/Boivão) .... Georgy Photo´s

AMENDOEIRAS DO NORTE

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O tema das Amendoeiras em Flor é inesgotável. Para assim acontecer, basta abraçar o Sol, dançar ao seu compasso e, namorar a sua luz, que é tão só a magia feita tintas da fotografia. O resto são os nossos olhos, que servem de pincéis, o nosso coração que serve de cavalete, e devoção que serve de resiliência. A fotografia é uma paixão, tão só isso.