DA JANELA DO MEU QUARTO
Da janela do meu quarto,
vejo a vida acontecer.
No vai-vem das estações, suceder,
no virar, na esquina das horas.
vejo a vida acontecer.
No vai-vem das estações, suceder,
no virar, na esquina das horas.
E quando o Sol sobe mais alto,
bem para lá, da linha dos solstícios,
espreita a Lua de luz prateada,
no teu doce sorriso, raiada.
Vejo a chegada da andorinha da Primavera
trinados de amor, a construir a vida.
É, de novo, o mundo a girar.
Doce calor, faz em cascata. desabrochar,
a branca flor, nos braços da amendoeira,
De noiva vestida, branca neve do norte.
Que te dá longo abraço, e deseja sorte.
São pores-do-sol únicos;
__ azuis intensos, bordados a ouro fino,
__ doridos, magenta, que doi, até sofrer,
__rosáceos céus, infinitos pecados.
Brancas Luas, nuas
de luz fria e crua
Em quentes, noites escuras.
O acender dos candeeiros da rua,
ordeiramente perfilados,
como o das histórias, do soldadinho de chumbo.
esventram a quietude silenciosa da noite.
Da janela do meu quarto eu vejo o mundo rodar:
Vejo, a minha amendoeira, acontecer.
Vejo-a, em dia de harmonia, florir
Vejo-a, em noite de solidão, despir"
__Texto e imagem (Flor Amendoeira)
..... byGeorgyPhoto´s (C)17

Como a simplicidade da bela flor de amendoeira transporta a imaginação do poeta! Parabéns!
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