CRONICA DA MONTANHA (XVIII)



Na jornada do ultimo Domingo deste mês de Fevereiro,a aposta e desafio foi lançado pelo Nuno e Diana do Projecto Raizes.
Fazia tempo, muito tempo que não subia a montanha.
Saudades apertavam em pisar aquele chão sagrado, onde a natureza por magia e prodígios é mais pródiga em pintar horizontes inenarráveis, em profundidade, todas as cores do arco iris, e até aquelas tonalidades únicas que ela como boa mestra sabe inventar.
Então a aposta era dar um salto de 13 kms a Salto.
Aldeia simpática, bem estruturada, bem equipada de estruturas sociais, onde escusado é repetir habitada de boa gente transmontana, mais precisamente o famoso barrosão.
A aposta foi ganha. Recompensada por quadros de gritantes cores invernais, em bosques nús de carvalhos alvarinho, onde sobravam as ultimas folhas de um castanho/alaranjado, resistentes, ao frio e chuva de montanha.
Regatos, ribeiras, rios de montanha, surgiam aos nossos pés, vindo do nada, serpenteando por entre leitos de verde, atravessado aqui e ali por uma ponte rústica de pedra, ou por uma de engenharia simples, como os seus habitantes, dois troncos em meia volta, com travessas de pinho pregadas.
Uma singeleza de ponte, que de bem enquadrada no ameio ambiente, quer passar despercebida.
Mais lá a frente o bosque mágico de um País qualquer das maravilhas, onde cedros e pinheiros gigantes, filtram a luz do sol, riscando o ar matinal em jatos de luz, qual laser.
No chão desenham arabescos inteligíveis, que desafia a imaginação mais fértil do caminhante.
As horas iam subindo no relógio. Os ponteiros apontam para o meio dia, aquela hora em que o Sol, tudo e todos incomoda.
A frente dos olhos advinha-se a aldeia e Paredes, terra de pastoreio e criação do famoso bovino barrosão.
Gado que logo ali a entrada da aldeia, pachorrentamente pastava em verde pasto, da cor do limão.
Aldeia que me espanta, pela preservação da traça, calçada e arquitectura de casas antigas.
La para as bandas do final, em poldras, atravessamos a ribeira do Torrão, que descemos pela margem direita, a sombra de gigantes cedros,
Por aqui e chegados ao Parque da Veiga do Torrão, sinto-me cheio.
Cheio de magia, de alma preenchida e vaidoso de mais uma vez ter calcorreado os caminhos do meu Portugal, desconhecido para a maioria dos portugueses, e que muito me apraz e orgulhoso me faz de o trazer para aqui, como, qual missão nobre que me incumbi.
As vezes é bom caminhar na montanha.
__ Texto e imagens (Ad Salto)
.... byGeorgyPhoto´s (direitos de autor)

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