DRAVE - CRONICA DE UM LUGAR MAGICO
Em verdade, dirão alguns e até com alguma razão, que Drave não tem nada de especial.
Um lugar, uma aldeia, uma historia vazia de gente.
Mais um caminho, dos milhares existentes em Portugal, mais uma jornada.
Mas, há sempre um mas, digo que essas pessoas não carregam nesta jornada a áurea mística e misteriosa que sem darmos por isso, invade nossa alma nosso Universo interior.
Sim quem la foi e para alem da mochila, sentiu o peso daquele silencio ensurdecedor, cravado como espinhos no recôndido daquele estreito vale, nesga de terra onde os antigos habitantes arrancavam sustento, e onde a ribeira de Palhais, é o unico ser vivo, que rumoreja de pedra em pedra, para lá à frente se esparramar com estrondo em sucessivos açudes, agua que movia as mós dos moinhos, para a farinha do pão nosso de cada dia.
Vida frugal, parca de recursos.
Mas vidas plenas de humanidade.
Sim quem la foi e para alem da mochila, sentiu o peso daquele silencio ensurdecedor, cravado como espinhos no recôndido daquele estreito vale, nesga de terra onde os antigos habitantes arrancavam sustento, e onde a ribeira de Palhais, é o unico ser vivo, que rumoreja de pedra em pedra, para lá à frente se esparramar com estrondo em sucessivos açudes, agua que movia as mós dos moinhos, para a farinha do pão nosso de cada dia.
Vida frugal, parca de recursos.
Mas vidas plenas de humanidade.
Das casas de xisto, abandonadas, semi-destruidas, destelhadas, ouve-se estranhos ruídos, como que espantados, com nossa presença.
No ar pressente-se a magia, a luz é mais suave, mais doce, caminha-se com cuidado, pelo antigo empedrado de xisto, a ver onde se coloca os pés, com reverencia espreitamos pelas portas escancaradas, pelos buracos das janelas.
É como a magia deixada naquela lugar, nos envolva para saber viajar tranquilamente na viagem ao fundo do tempo.
No ar pressente-se a magia, a luz é mais suave, mais doce, caminha-se com cuidado, pelo antigo empedrado de xisto, a ver onde se coloca os pés, com reverencia espreitamos pelas portas escancaradas, pelos buracos das janelas.
É como a magia deixada naquela lugar, nos envolva para saber viajar tranquilamente na viagem ao fundo do tempo.
Marcamos encontro com nós próprios.
E tudo começa em Regoufe, toponímia de origem celta Rei dos Lobos.
Começa aqui a magia.
Começa aqui a magia.



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